PreachNow
Navigate
Support this ministry
Idioma · Language
Back to series
GPS do ReinoPart 5 of 5

Prossigo Para o Alvo

Filipenses 3:13-14

Prossigo Para o Alvo

"Irmãos, quanto a mim, não julgo ter já alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, para o prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."Filipenses 3:13-14

---

Introdução

Chegámos ao fim desta série. Ao longo de cinco semanas, temos caminhado juntos pelas palavras de Paulo — palavras escritas numa prisão, mas transbordantes de vida. Aprendemos a esquecer o que ficou para trás, a estender-nos para a frente, a correr com propósito. Hoje chegamos ao coração de tudo: manter o destino final em vista até chegar.

Há uma imagem que me acompanha. Imaginem um atleta a correr uma prova longa — dez mil metros, talvez. A meio da corrida, os pulmões ardem, as pernas pesam, a vontade grita para parar. O que faz a diferença nesse momento? Não é a força das pernas. É a linha de chegada que ele consegue ver ao fundo. O alvo mantém-no em movimento. Paulo sabia isto melhor do que ninguém.

Para Paulo, o alvo não era um troféu humano nem o reconhecimento dos homens. Era Cristo. A comunhão plena com Ele, a ressurreição dos mortos, a consumação de tudo o que Deus prometeu. E é exactamente esse alvo que nos chama hoje: não a meio caminho, não acomodados nas bancadas, mas a correr — até ao fim.

---

1. O Alvo Define a Direcção

Paulo usa uma palavra precisa: alvo. Na língua original, é a imagem de um corredor com os olhos fixos num ponto específico. Não há dispersão, não há hesitação. O alvo define para onde se corre — e define igualmente o que se abandona pelo caminho.

Muitos cristãos vivem sem alvo definido. Crêem, frequentam, participam — mas não correm para nada em particular. O resultado é uma fé vaga, sujeita a qualquer vento. Paulo não era assim. Ele sabia exactamente para onde ia: "o prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." A sua vocação não era um emprego ou uma função. Era uma chamada que vinha do alto, do próprio Deus, e que só seria plenamente cumprida na eternidade com Cristo.

Aplicação prática: Pergunto-vos hoje — qual é o vosso alvo? Não o vosso plano para este ano. O vosso alvo eterno. Se conseguirmos responder com clareza, toda a vida se reorganiza à volta dessa resposta. As escolhas ficam mais claras, os sacrifícios fazem mais sentido, a perseverança tem fundamento.

---

2. O Esquecimento que Liberta e a Memória que Impede

Paulo faz uma distinção subtil mas poderosa: "esquecendo-me das coisas que ficaram para trás." Isto não é amnésia espiritual. É uma decisão deliberada de não deixar que o passado governe o presente.

Para alguns de nós, o passado é glória — conquistas, reconhecimento, momentos de grande espiritual. O perigo é ficarmos presos a como as coisas foram, recusando o que Deus quer fazer agora. Para outros, o passado é vergonha — falhanços, pecados, feridas. O perigo é deixarmos que essas sombras nos convençam de que não vale a pena continuar.

Paulo tinha ambos os tipos de passado. Tinha sido um perseguidor da Igreja. Tinha também sido um fariseu exemplar, com credenciais invejáveis. Escolheu não ser definido por nenhum dos dois. A cruz de Cristo tornara o seu passado glorioso em estrume e o seu passado vergonhoso em perdão. Livre de ambos, podia correr.

Aplicação prática: Há algo do vosso passado que vos prende? Tragam-no hoje ao pé da cruz. Não para o esquecer no sentido de fingir que não existiu — mas para deixarem de lhe dar o poder de ditar o vosso futuro. Deus não vos define pelo que ficou para trás. Ele vos chama pelo que está diante de vós.

---

3. Prosseguir Até ao Fim

A palavra que Paulo usa para prossigo é uma palavra de caça — de quem persegue com determinação, sem desistir. Não é um passeio. É uma perseguição apaixonada. E o que Paulo persegue é Cristo — conhecê-Lo mais plenamente, assemelhar-se a Ele, chegar a Ele.

Esta é a grande verdade com que terminamos esta série: a vida cristã não é uma chegada, é uma jornada contínua. Não basta ter começado bem. Não basta ter tido um bom testemunho durante anos. Paulo, com décadas de ministério, diz: "não julgo ter já alcançado." A humildade de continuar a correr é a marca da maturidade cristã.

Aplicação prática: Hoje, convido-vos a renovar o compromisso. Não apenas de acreditar, mas de perseguir — Cristo, a santidade, a vocação eterna a que fomos chamados. Todos os dias, em cada decisão pequena, somos atletas que escolhem manter os olhos no alvo ou desviar o olhar.

---

Conclusão

Ao longo desta série, percorremos um caminho. Hoje chegamos à sua síntese: o destino final é Cristo, e a corrida vale cada esforço, cada sacrifício, cada manhã em que escolhemos recomeçar. O prémio não é uma medalha. É o próprio Senhor. E Ele espera-nos na linha de chegada com os braços abertos. Não parem. Prossigam. O alvo está à vista.

---

Oração Final

Senhor Jesus, obrigado por seres o nosso alvo e o nosso prémio. Que possamos correr cada dia com os olhos fixos em Ti, esquecendo o que ficou para trás e prosseguindo com determinação para tudo o que nos chamas a ser. Que não desistamos até ao fim. Ámen.

---

Bless another pastor

Share this resource with leaders who need fresh word.

Previous
Os Teus Passos São Ordenados pelo Senhor

All sermons in this series