O Amor Infinito de Deus
"Para que, estando arraigados e fundados em amor, possais perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus." — Efésios 3:17-19
Repara no que Paulo faz aqui. Ora para que consigas compreender um amor que, na frase seguinte, diz exceder todo o entendimento.
Não é distração. É o ponto.
Infinito não quer dizer "muito grande". Um milhão é muito grande — e ainda assim conta-se. Infinito quer dizer que não há ponto onde acabe. Não há lugar a que chegues e digas: até aqui.
Paulo tenta medi-lo e desiste em quatro direções.
Largura — alcança gente que nós já tínhamos riscado da lista.
Comprimento — começou antes de existires e não termina quando falhares.
Altura — levanta-te de onde estás até estares assentado com Cristo.
Profundidade — desce até onde caíste. Até lá. Sem exceção.
E nota o que ele pede pouco antes: que sejas fortalecido para compreender (v. 16).
Faz sentido. O que nos impede de crer neste amor não é a dimensão dele — é a pequenez do nosso coração. É preciso força para receber amor a sério quando nos conhecemos por dentro.
Por isso ouve:
Não o gastaste. A tua pior semana não o encolheu.
Não estás atrasado na fila. Ninguém à tua frente o está a consumir.
Não chegaste ao fim dele. Nem vais chegar.
E repara onde tudo isto vai dar: "para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus."
Não ficas a medir. Enches-te.