Quando Ninguém Tem Resposta, Procura Deus
"Para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem juntamente com o restante dos sábios de Babilónia." — Daniel 2:18
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Introdução
Nabucodonosor tem um sonho que o perturba — e faz uma exigência impossível: quer que os sábios lhe digam qual foi o sonho e depois o interpretem (Daniel 2:5-6).
Os caldeus respondem com uma frase honesta e desesperada: "não há ninguém sobre a terra que possa declarar este negócio ao rei... e nenhum outro há que o possa declarar diante do rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne" (v. 10-11).
O rei ordena a execução de todos os sábios. Daniel e os amigos estão nessa lista, sem terem sequer sido chamados.
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1. Ele Respondeu com Prudência, Não com Pânico
O versículo 14 diz que Daniel "falou avisada e prudentemente" a Arioque, o capitão da guarda.
Repara: a primeira reação de Daniel não foi emocional. Foi perguntar porquê (v. 15) e depois pedir tempo ao rei (v. 16).
Isto merece atenção porque contraria uma caricatura piedosa. Espiritualidade não é ausência de bom senso. Daniel usou a cabeça e buscou a Deus. Uma coisa não anula a outra.
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2. Não Foi Orar Sozinho
"Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros." — v. 17
Daniel era o mais dotado dos quatro. Era ele que tinha "entendimento de todas as visões e sonhos" (1:17). Se alguém podia resolver aquilo sozinho, era ele.
E foi buscar os amigos.
Há aqui uma lição contra o isolamento espiritual. Quantos crentes carregam sozinhos crises que Deus queria que fossem levadas em conjunto? O orgulho de não incomodar ninguém já matou muita gente por dentro.
Note-se ainda que eles pediram "misericórdia" (v. 18) — não uma técnica, não uma fórmula. Reconheceram que dependiam de um favor que não podiam exigir.
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3. A Resposta Veio de Noite — e Ele Parou Para Adorar
"Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel bendisse o Deus do céu." — v. 19
Repara no que não aconteceu a seguir.
Daniel não correu imediatamente para o palácio. Não foi acordar Arioque. Tinha a vida em jogo, tinha a solução na mão, e parou para adorar.
Os versículos 20-23 são um dos hinos mais bonitos do Antigo Testamento:
"Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força... ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz."
E no versículo 23 há um detalhe comovente: "a mim me fizeste saber agora o que te pedimos". Ele lembra-se dos amigos. Não diz "o que eu pedi". Dá crédito à oração conjunta.
Quem recebe e não adora, já começou a atribuir a si o que recebeu.
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4. Deu a Glória Diante do Rei
Chegado a Nabucodonosor, Daniel tinha ali uma oportunidade de carreira irrepetível. Bastava aceitar o mérito.
Em vez disso, diz: "O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos... o podem descobrir ao rei. Mas há um Deus no céu, o qual revela os segredos" (v. 27-28).
Começou por dizer o que ele não conseguia fazer.
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Conclusão
Vais enfrentar situações em que ninguém tem resposta. Situações em que os especialistas dizem, como os caldeus, que só os deuses poderiam resolver aquilo.
Daniel não entrou em pânico perante aquilo que não sabia; entrou em oração.
Usa a cabeça. Chama os irmãos. Pede misericórdia. E, quando a resposta vier, para primeiro para adorar.